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2 de fev. de 2010

A GUERRA ENTRE A IGREJA E O INFERNO

(Mt. 16: 18)

· Jesus disse que não veio trazer paz mas sim guerra. E esta guerra está declarada e é real. Ap. 12: 1 a 7.
· A igreja e o inferno são inimigos declarados. Por mais que os homens queiram fazer paz entre a igreja e o inferno, não tem jeito. Não existe paz entre um e outro e nunca haverá.
· Segundo o que Jesus falou, cabe a igreja atacar o inferno, cabe a ela invadir o inferno e saqueá-lo. Mt. 12: 22a 30.
· Se a igreja não atacar o inferno com certeza vai invadir a igreja e vai saqueá-la.

1º PARTE: A IGREJA SAQUEANDO O INFERNO

· A palavra pregada na igreja é uma das formas que há para ela saquear o inferno.
· A palavra pregada como ela é, ela traz espírito e vida para quem a ouve, fazendo com que todas as obras do inferno na vida dos que ouve caiam por terra. Jô. 6: 63.
· O poder de Deus na Sua Palavra, palavras com autoridade, palavra profética, palavra revelada é fundamental para desvendar as obras do inferno oculta na vida de quem ouve, trazendo assim a libertação. ICor. 2: 4, 5.
· A palavra acompanhada dos sinais trazendo cura libertação, sinais e prodígios, são outra arma para saquear o inferno. Sarando os enfermos, e libertando os possuídos por espíritos maliguinos.
· Vencendo assim o inferno na vida daqueles que participam dos cultos. Lc. 10: 19 , 20; Mc. 16: 15 a 18.
· A palavra de ensino, capacitada para destruir os raciocínios libertando assim quem ouve dos entendimentos maliguinos.
· A palavra de Deus em seus pensamentos é outra forma de saquear o inferno. IICor. 10: 3 a 5.
· O ensino da palavra de Deus liberta quem ouve fazendo com que ele tenha mudança de vida. Ele deixa de ser carnal e tornando-se Espiritual. Vindo assim a ter uma experiência pessoal e inesquecível co o Senhor Deus. Rm. 8: 1; I Co 2: 9 a 16.
· Os ensinos das doutrinas bíblicas levam ao arrependimento, ao batismo nas águas; a libertação e a cura pela imposição das mãos, são fundamentais na vitória da igreja contra o inferno. Hb. 6: 1,2.
· O evangelismo é a maior forma da igreja mostrar ao inferno que ela não está para brincadeira, e que as portas do inferno não vai prevalecer contra ela. Lc. 21 a 23; At. 8: 4 a 8.
· Ensinos que levem o crente a levar uma vida de jejum, oração e a ler muito a palavra de Deus é imprescindível; para libertar o crente das obras do inferno. I Ts 5: 7; Sl 119:11; Sl. 35: 13.
· Levar o crente de volta aos tempos apostólicos, tempo em que a igreja atropelava o inferno. Jr. 6: 16

2ª PARTE: O INFERNO INVADINDO A IGREJA

· O inferno possui a suas armas e os seus meios para invadir a igreja.
· _MUNDO_ Cada vez que a igreja deixa o mundo e as suas obras entrar dentro dela o inferno entra junto.
· O mundo tem que ser invadido pela igreja e não ao contrário. IJõ… 5: 19; IJõ.2: 15.
· A igreja hoje em dia vai muito atrás do Marketing, atrás das estratégias do mundo, usa os meios do mundo para encher. Quando ela deveria depender somente do Espírito Santo para fazer a obra. Jô.14: 25, 26; Is. 30:1 a 3.
· As pregações para agradar o crente, pregar o que o crente quer ouvir, isto é pregação humana, não salva e não trás mudança na vida de ninguém. Isto é o inferno dentro da igreja. Mt. 15: 8,9; Mt. 16: 6, 11,12; IICor. 4: 1,2.
· Doutrinas que não trás mudanças, que mais é um jugo pesado.
· Doutrinas que serve mais para a satisfação da carne, isto também é o inferno dentro da igreja, pois o jugo do Senhor é suave, e a doutrina do Senhor é para satisfazer o espírito. Mt. 11: 25 a 30; Cl. 2: 20 a 23.
· Culto irracional, sem a direção do Espírito Santo, onde se tem tempo para tudo e para todos, menos para a Palavra.
· A medida em que estamos tirando a Palavra do culto, estamos abrindo espaço para o inferno entrar. Mat. 4:1 a10; Hb. 4:12,13.
· Neófitos na direção, pessoas sem chamado ministeriais, Sem unção de Deus, pessoas que não foram provadas e nem aprovadas por Deus.
· Hoje se compra até unção para pastor. È Deus quem ungi e separa. À medida que pessoas ocupam estes lugares sem a unção de Deus, isto é o inferno dentro das igrejas. I Tm. 3: 1 a7; IITm.2: 15.
· Hoje as igrejas têm muitos sinais, mas estes sinais não são os sinais que a Palavra fala. Os sinais que acontece nas igrejas precisam testificar com a Palavra, se não testificar é o inferno dentro da igreja. Jô. 15: 26; ITm. 4: 1._
· A igreja não faz trabalho de cura e libertação. O trabalho agora se limita só em palavras persuasivas de sabedoria humana.
· A falta dos sinais já mostra o domínio do inferno dentro da igreja. ICor. 2: 4,5; At. 16: 16 a 18; At 14:7 a 10; Is. 28: 15; Is. 3: 12.
· As igrejas estão acomodadas, a falta de evangelismo, vigília, reunião de oração com autoridade repreendendo as obras do diabo. Tudo isto mostra que a igreja está descansando, acomodada, não quer saber de lutar com o inferno.
· O descanso e a acomodação são o inferno dentro da igreja. Zc. 11: 7 a 15; Mq. 2: !6(a).
· A falta de ensino sobre as atuações do maligno, já mostra o agir do inferno dentro da igreja.
· Pois a igreja tem a obrigação de estudar o inimigo, porque estudar o inimigo é sabedoria.
· Pois se não estudarmos podemos ser surpreendido Por ele. IPd.5: 8; Ef.6: 10 a 20;Ef. 4: 27; IICor.11: 12a 15.

AUTOR: Pr. Ev. Sérgio Lopes

24 de out. de 2009

O que acontece à Igreja quando os Pastores deixam de pregar contra o pecado

Você provavelmente está familiarizado com a história do rei Davi e o adultério que houve com Bate-Seba. O incidente resultou na gravidez de Bate-Seba. E assim que descobriu a situação, ela envia uma nota a Davi dizendo, "Espero uma criança". Quando Davi lê a nota, entra em pânico. Sua reputação como homem piedoso, justo - estava em risco.

Cá estava um homem que havia escrito mais de 3.000 Salmos e cânticos espirituais. Havia sido o instrumento de Deus para matar os inimigos de Israel. E tinha ilustrado para o mundo o que significava ter um grande coração para Deus. Mas agora, em pânico, Davi pensa não só na própria reputação, mas na reputação do Senhor. Se o seu pecado fosse mostrado, isso seria vinculado ao nome de Deus. Imagens de um escândalo enorme inundaram sua mente. Então Davi concebe um plano para esconder seu caso com Bate-Seba. E o pôs em ação enviando uma mensagem a Joabe, general do seu exército. A mensagem dizia, "Manda-me Urias, o heteu" (2 Samuel 11:6). Ora, Urias era o marido de Bate-Seba, e pertencia à Infantaria do exército de Israel. É evidente que Urias era parte de um grupo de elite de soldados, pois as escrituras o citam como um dos trinta e sete homens mais fortes de Davi (v. 23:39). Quando recebeu a mensagem de Davi, Joabe deve ter começado a suspeitar de algo. Ele conhecia o coração de Davi, inclusive suas tendências lascivas. Ainda assim, o general instruiu Urias a ir a Jerusalém, para ver o quê Davi tinha para dizer. Quando Urias chega, Davi o recebe na residência real e imediatamente o envolve em conversa militar. Pergunta, "Como está a guerra? E como está indo o seu general? Os soldados estão progredindo?". Urias deve ter se perguntado, "Do que se trata? Sou apenas um soldado da Infantaria. Não fiz nada para merecer esse tipo de atenção". Ou, também poderia desconfiar. Ele poderia ter ouvido algum comentário sobre o caso (apesar de que as escrituras não declaram que o caso era de conhecimento público). A verdade é que Urias estava sendo enganado por Davi. O rei achou que o problema seria resolvido se apenas conseguisse pôr Urias no leito de Bate-Seba uma noite. Então Urias pensaria que ele havia provocado a gravidez da esposa. Davi lhe diz: "Você guerreou uma batalha longa, e deve estar cansado. Vá pra casa e descanse essa noite. Mandarei manjares especiais para você aproveitar". Mas quando Urias saiu, não foi para casa. Pelo contrário, dormiu na casa dos guardas fora do palácio. Quando Davi soube disso no dia seguinte, chamou Urias de volta e perguntou: "Por que você não ficou com sua esposa ontem à noite?". Urias responde: "Joabe, meu senhor, e os servos de meu senhor estão acampados ao ar livre; e hei eu de entrar na minha casa, para comer e beber e para me deitar com minha mulher? Tão certo como tu vives e como vive a tua alma, não farei tal cousa" (2 Samuel 11:11). Urias só conseguia pensar em seus companheiros soldados. A sua lealdade deve ter fervido a cabeça de Davi. Agora o pânico do rei cresce. Ele rapidamente ordena que Urias permaneça em Jerusalém mais uma noite. E põe em ação outro plano. Essa noite, ele iria convidar Urias para jantar, enchê-lo de muito vinho e deixá-lo bêbado. Se Urias perdesse a noção das coisas, se esqueceria dos outros soldados e iria querer dormir com a esposa. Dá para você imaginar esse piedoso rei, um pregador da retidão, tentando deixar bêbado um de seus fiéis soldados? Foi exatamente que Davi fez. E o plano funcionou: Urias ficou bêbado. Davi instruiu os guardas do palácio, "Levem esse homem para casa, e o ponham na cama". Mas outra vez, as escrituras dizem, "À tarde, saiu Urias a deitar-se na sua cama, com os servos de seu senhor; porém não desceu a sua casa" (11:13). A essa altura, o pânico de Davi saiu de controle. Ele sabia que tinha de fazer algo drástico. Então escreve uma carta a Joabe, ordenando que colocasse Urias na linha de frente em meio à pior das batalhas. Então, quando o exército inimigo ondulasse à frente, Joabe deveria recuar todas as tropas exceto Urias. Resumindo, Davi queria Urias morto. Davi entrega uma carta selada nas mãos de Urias, com instruções para que fosse dada a Joabe. O leal Urias não sabia, mas o rei tinha acabado de lhe entregar a garantia da própria morte. Quando Joabe leu a carta, entendeu a idéia de Davi. Mas obedeceu a ordem do rei mesmo assim. Enviou Urias numa missão suicida. E, exatamente como Davi tinha planejado, o soldado foi morto em batalha. É difícil conceber que um homem piedoso e justo como Davi pudesse cair num pecado tão terrível. Mesmo hoje, com todas as notícias sobre estupro, violência e morte, a história de Davi se destaca como uma das piores quedas já sofrida por um líder. Por que? Porque aconteceu com um homem de Deus, uma pessoa apaixonada pela justiça. Provavelmente você se lembra do que aconteceu a seguir: Bate-Seba chorou a morte do marido por sete dias, segundo a lei. Aí Davi a trouxe para o palácio, onde se juntou ao seu harém de esposas (ele já tinha cinco). Posteriormente, Bate-Seba deu à luz o filho de Davi. E durante todo um ano após o assassinato, Davi não mostrou nenhum sinal de arrependimento por seus atos. Na verdade, justificou a morte de Urias junto a Joabe, dizendo que Urias tinha morrido devido aos infortúnios da guerra: "A espada devora tanto este como aquele" (11:25). Davi pode ter visto o seu pecado com leviandade, mas Deus não. As escrituras dizem: "Porém isto que Davi fizera foi mal aos olhos do Senhor" (11:27).

Graças a Deus, Davi Tinha um Pastor Que Não Temia o Homem

Natã o profeta era o pastor de Davi. E não tinha medo de expor o pecado do seu rebanho, inclusive o pecado do próprio rei. Vejo Natã como um tipo de pastor piedoso que chora em cima do pecado da sua igreja. Deve ter lhe ferido profundamente que Davi, um homem a quem todo mundo olhava como piedoso e reto, estivesse encobrindo pecado. Natã sabia tudo que Davi havia feito, pois o Espírito Santo lhe havia revelado. O rei supostamente justo tinha quebrado três mandamentos santos: havia cobiçado a mulher de outro homem e a roubado dele; havia cometido adultério com ela; e havia cometido assassinato para esconder tudo. Como Natã fez para cuidar da situação? Como esse pregador da santidade repreendeu uma pessoa que estava encobrindo um pecado terrível? Muitos jovens pastores me têm feito perguntas similares: "Como devo tratar com o pecado na minha igreja? Tantos casais estão se divorciando, e outros estão vivendo em adultério. Sei que tenho a responsabilidade de pregar a santidade de Deus a eles. Mas tampouco quero tirar alguém da igreja". A minha resposta a esses jovens pastores é sempre a mesma: "A igreja ouvirá qualquer coisa que você tenha a dizer, se o disser em meio a lágrimas. A sua mensagem não pode ir alem do entendimento da congregação. Eles têm de saber que o teu coração está partido. Tente levá-los ao arrependimento através da pregação da palavra de Deus. Sim, a palavra dEle é uma espada de dois gumes. Mas você tem de utilizá-la vestindo luvas de veludo". É claro que essa não é a atitude de todos os pastores. Com regularidade recebo cartas de cristãos dizendo, "Você tem de ouvir o Reverendo Fulano de Tal pregar. Ele ataca pesado o pecado". Porém, muitas destas vezes, os tapes dos sermões são apenas tiradas zangadas contra coisas exteriores. Suas mensagens raramente incluem a misericórdia e a graça de Deus. Antes, lançam pesadas cargas sobre as ovelhas, sem nunca levantar um dedo para aliviá-las. Creio que Natã nos fornece um exemplo maravilhoso de como um ministro piedoso mostra o pecado. Ele não tomou de assalto a presença de Davi, com os braços agitando o ar e com voz trovejante. Ele não apontou com alegria um dedo ossudo na cara de Davi gritando: "Você é o culpado!". Não, ele levou a impressionante mensagem de Deus reveladora do pecado com grande sabedoria, poder de persuasão e terna misericórdia. E usou uma parábola para fazê-lo. Natã disse a Davi: "Um pobre homem tinha só uma ovelha. Era o bichinho de estimação da família, e amada como um membro da família. Ela se deitava no colo das pessoas, esperando ser acarinhada. Então o homem a criou e alimentou como faria com um filho. Ora, o pobre homem tinha um vizinho rico possuidor de muitos rebanhos. Um dia, o homem rico estava recebendo uma visita. Na hora do jantar, ele mandou um servo matar uma ovelha. Contudo mandou que o servo não tomasse uma cordeira de seus vastos rebanhos, mas que roubasse a ovelha do vizinho, a matasse, a temperasse e servisse ao visitante". Quando ouviu isso, Davi ficou irado. Disse a Natã: "Esse homem rico deveria morrer!". "Tão certo como vive o Senhor, o homem que fez isso deve ser morto. E pela cordeirinha restituirá quatro vezes, porque fez tal cousa e porque não se compadeceu" (2 Samuel 12:5-6). Nessa hora, Natã deve ter tido lágrimas nos olhos. Tremendo, ele diz a Davi, "Tu és o homem... desprezaste a palavra do Senhor... A Urias, o heteu, feriste à espada; e a sua mulher tomaste por mulher" (12:7,9). Natã estava dizendo: "Davi, você não entende? O quê estou contando é a tua história. Você tem cinco esposas e mesmo assim roubou a mulher de outro homem. Você não teve pena; o mandou à guerra para ser morto, e assim ter a cordeira dele. Você se tornou adúltero, assassino, um ladrão. Você foi leviano com a palavra de Deus". Natã expôs cada detalhe do pecado de Davi. Mas não o fez com fúria. Antes, simplesmente falou ao rei: "Então, disse Natã a Davi" (12: 7, ênfase minha). Foi nesse momento que Davi foi atingido, e se arrebentou. Quando lemos os escritos de Davi dessa época, vemos o choro de um coração partido: "Os meus ossos estão fracos. Não consigo dormir. Toda noite cubro meu travesseiro com lágrimas". O Espírito Santo perseguia Davi, falando ao seu coração, agindo para que ele se arrependesse. Ele não conseguia fugir da misericordiosa perseguição de Deus.
(...)

Autor: David Wilkerson
17 de janeiro de 2005
Submetido por: ANDREAVSILVA

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3 de ago. de 2009

EXEGESE



Introdução: Na atualidade a mídia, especialmente a TV e o rádio, tem sido usada como um instrumento para espalhar a palavra de Deus, mas ao mesmo tempo tem provocado na mente de muitos cristãos a "lerdeza do pensar". Hoje existe o "evangelho solúvel", "evangelho do shopping center", "dos iluminados", etc. Mas pouco se estuda a fonte do evangelho do Nosso Senhor Jesus Cristo. Esta página tem o objetivo de estimular e incentivar ao estudo das Sagradas Escrituras, isto é muito mais do que uma leitura diária e muitas vezes feita as pressas para cumprir um ritual.
Neste artigo temos a apresentação da arte que nos leva a conhecermos, entendermos vivermos uma vida com características do evangelho e da vida em abundância prometida por Jesus.
Definição de exegese: guiar para fora dos pensamentos que o escritor tinha quando escreveu um dado documento, isto é, literalmente significa "tirar de dentro para fora", interpretar.

CINCO REGRAS CONCISAS

interpretar de acordo com a analogia da Escritura. A Bíblia é sua própria intérprete. diz o princípio hermenêutico. A bíblia deve ser usada como recurso para entender ela mesma. Uma interpretação bizarra que entra em choque com o ensino total da Bíblia está praticamente certa de estar no erro. Um conhecimento acurado do ponto de vista bíblico é a melhor ajuda.


O PROCEDIMENTO EXEGÉTICO


1. o procedimento errado. Ler o que muitos comentários dizem com sendo o significado da passagem e então aceitar a interpretação que mais agrade. Este procedimento é errado pelas seguintes razões: a) encoraja o intérprete a procurar interpretação que favorece a sua preconcepção e b) forma o hábito de simplesmente tentar lembrar-se das interpretações oferecidas. Isto para o iniciante, freqüentemente resulta em confusão e ressentimento mental a respeito de toda a tarefa da exegese.
Isto não é exegese, é outra forma de decoreba e é muito desinteressante. O péssimo resultado e mais sério do "procedimento errado" na exegese é que próprio interprete não pensa por si mesmo.


2. Procedimento correto

2.1. o interprete deve perguntar primeiro o que o autor diz e depois o que significa a declaração.

2.2 consultar os dicionários para encontrar o significado das palavras desconhecidas ou que não são familiares. É preciso tomar muito cuidado para não escolher o significado que convêm ao interprete apenas.

2.3.depois de usar bons dicionários, uma ou mais gramáticas devem ser consultadas para entender a construção gramatical. No verbo, a voz, o modo e o tempo devem ser observado por causa da contribuição à idéia total. O mesmo cuidado deve ser tomado com as outras classes gramaticais.

2.4. Tendo as análises léxicas, morfológica e sintática sido feitas, é preciso partir para análises de contexto e história a fim de que se tenha uma boa compreensão do texto e de seu significado primeiro e.

2.5. Com os passos anteriores bem dados, o interprete tem condições de extrair a teologia do texto, bem como sua aplicação às necessidade pessoais dele, em primeiro lugar, e às dos ouvintes. Que o texto tem com a minha vida?Com os grandes desafios atuais?


O USO DE INSTRUMENTOS



1. Comentários: eles não são um fim em si mesmo. O interprete deve manter em mente o clima teológico em que foram produzidos, porque isso afeta de maneira direta a interpretação das Escrituras. Um comentarista pode ser capaz, em certa media, de evitar " bias" [tendências] e permitir que o documento fale por si mesmo, mas sua ênfase nos vários pensamentos na passagem será afetada pela corrente de pensamento de seus dias. Os comentários principalmente os devocionais, tem a marca da desatualização.
Prefira os comentários críticos e exegéticos.



2. Uso de dicionário e gramáticas: e importante manter em mente a data da publicação. Todas as traduções de uma palavra devem ser avaliadas e não apenas tirar só o significado que interessa a nossa interpretação. Explore o recurso dos próprios sinônimos. Por exemplo a palavra pobre é tradução de duas palavras gregas. [penef e ptohoi- transliterado por jotaeme] A primeira significa carente do supérfluo, que vive modestamente, com o necessário e a segunda, significa mendigo, desprovido de qualquer sustento. Na interpretação de Mateus 5:3 isto faz muita diferença!.

9 de mai. de 2009

Isaías 53 – As dores e a vitória de Cristo


Sem dúvidas o capítulo 53 do livro do profeta Isaías descreve uma das mais lindas passagens bíblicas, onde o autor descreve a crucificação de Cristo bem como seu estado físico ante este ato de forma quase (senão integral) que poética.

Se você não conhece os livros bíblicos e está lendo este texto pela primeira vez, é normal que você pense que este texto trata-se de uma narração histórica, ou seja, que este texto foi escrito após a crucificação de Jesus onde o autor presenciou a cena ou reuniu pesquisas para escrever esta história.

Mas a narração de Isaías trata-se de uma profecia anunciada ao povo entre os anos de 740 a.C. e 681 a.C. que é o período em que o profeta deve ter vivido [1].

E o que é uma profecia? A resposta parece ser de conhecimento universal mas ninguém é obrigado a possuir este conhecimento. O termo profecia é descrito por [2] como:

“... um relato, muitas vezes com conotação religiosa, no qual se prevê acontecimentos futuros. A previsão profética pode surgir por visões, sonhos ou até mesmo encontros com um ser sobrenatural, sendo muitas vezes considerados como mensagens divinas. Aqueles que obtêm as revelações são, muitas vezes, chamados de profetas.”

As revelações de Deus passadas ao profeta Isaías mostram todo o sofrimento do Messias que viria ao mundo com a missão de morrer em uma cruz, como o pior dos homens, para pagar pelos pecados da humanidade. Este homem se tornaria a “ponte” que liga o homem a Deus, a porta que leva o pecador ao Santíssimo Lugar. E nisto é constituída a vitória de Cristo (ver versículo 11). Ao contrário do que muitos possam imaginar, Cristo não veio ao mundo apenas porque Deus o mandou. Os atos do Salvador demonstram o sublime estado de uma pessoa transbordante de amor (ver versículo 12). Afinal Cristo apoiou seu Pai desde a criação (ver João 1.1-4). Apesar de Jesus ter “tomado a cena” apenas nas descrições contidas no Novo Testamento (lembrando: Isaías descreve uma profecia que relatava a vinda de um Messias, neste período Jesus não era conhecido) o Filho de Deus sempre esteve ao lado do Pai.

O texto que segue abaixo trata-se da tradução de João Ferreira de Almeida na versão “A Linguagem de Hoje”. Esta versão é distribuída pela Sociedade Bíblica do Brasil (www.sbb.org.br):

Isaías 53
1 O povo diz: “Quem poderia crer naquilo que acabamos de ouvir? Quem diria que o SENHOR estava agindo?

2 Pois o SENHOR quis que o seu servo aparecesse como uma plantinha que brota e vai crescendo em terra seca. Ele não era bonito nem simpático, nem tinha nenhuma beleza que chamasse a nossa atenção ou que nos agradasse.

3 Ele foi rejeitado e desprezado por todos; ele suportou dores e sofrimentos sem fim. Era como alguém que não queremos ver; nós nem mesmo olhávamos para ele e o desprezávamos.

4 “No entanto, era o nosso sofrimento que ele estava carregando, era a nossa dor que ele estava suportando. E nós pensávamos que era por causa das suas próprias culpas que Deus o estava castigando, que Deus o estava maltratando e ferindo.

5 Porém ele estava sofrendo por causa dos nossos pecados, estava sendo castigado por causa das nossas maldades. Nós somos curados pelo castigo que ele sofreu, somos sarados pelos ferimentos que ele recebeu.

6 Todos nós éramos como ovelhas que se haviam perdido; cada um de nós seguia o seu próprio caminho. Mas o SENHOR castigou o seu servo; fez com que ele sofresse o castigo que nós merecíamos.

7 “Ele foi maltratado, mas agüentou tudo humildemente e não disse uma só palavra. Ficou calado como um cordeiro que vai ser morto, como uma ovelha quando cortam a sua lã.

8 Foi preso, condenado e levado para ser morto, e ninguém se importou com o que ia acontecer com ele. Ele foi expulso do mundo dos vivos, foi morto por causa dos pecados do nosso povo.

9 Foi sepultado ao lado de criminosos, foi enterrado com os ricos, embora nunca tivesse cometido crime nenhum, nem tivesse dito uma só mentira.”

10 O SENHOR Deus diz: “Eu quis maltratá-lo, quis fazê-lo sofrer. Ele ofereceu a sua vida como sacrifício para tirar pecados e por isso terá uma vida longa e verá os seus descendentes. Ele fará com que o meu plano dê certo.

11 Depois de tanto sofrimento, ele será feliz; por causa da sua dedicação, ele ficará completamente satisfeito. O meu servo não tem pecado, mas ele sofrerá o castigo que muitos merecem, e assim os pecados deles serão perdoados.

12 Por isso, eu lhe darei um lugar de honra; ele receberá a sua recompensa junto com os grandes e os poderosos. Pois ele deu a sua própria vida e foi tratado como se fosse um criminoso. Ele levou a culpa dos pecados de muitos e orou pedindo que eles fossem perdoados.”

Referências
http://pt.wikipedia.org/wiki/Isa%C3%ADas, acessado em 20/12/07
http://pt.wikipedia.org/wiki/Profecia, acessado em 20/12/07

16 de abr. de 2009

A CONVERSÃO DO PIOR HOMEM DO MUNDO– II Cr 33

Os anais da história estão repletos de homens que deixaram um rastro sombrio na nossa lembrança: Homens facínoras, assassinos, feiticeiros, monstros bestiais, pervertidos celerados e déspotas sanguinários.· Homens incendiários como Nero.· Homens traidores como Judas. Homens perversos como Hitler. Homens truculentos como Mao Tse Tung.· Mas, talvez, nenhum homem tenha excedido em perversidade a Manassés.· Esse rei foi o décimo terceiro rei de Judá. Reinou 55 anos, de 697 a 642 a.C.· Seu nome significa “Aquele que esquece” e ele esqueceu-se de Deus.· Poderia a graça de Deus alcançar aqueles que descem até às profundezas da degradação?· Normalmente achamos que há pessoas irrecuperáveis. Que há pecadores que estão fora do alcance da graça.· A história de Manassés vai nos mostrar que não há poço tão fundo que a graça de Deus não possa ser mais profunda.· A graça é maior do que o pecado. Onde abundou o pecado superabundou a graça.
I. OS PRIVILÉGIOS DE MANASSÉS
1. Ele era filho de um pai piedoso
Ele cresceu bebendo o leite da verdade e sugando o néctar da piedade.· Ele cresceu num lar onde Deus era conhecido e amado. Mas a piedade dos pais não é garantia que os filhos seguirão o mesmo caminho.· Manassés tinha exemplo. Tinha modelo dentro de casa. Seu pai promoveu uma grande reforma espiritual em Judá depois do desastrado reinado de Acaz. Ele limpou a casa de Deus.
2. Ele assumiu o trono ainda jovem – v. 1· Manassés nasceu num berço de ouro e começou e assumiu o trono de Jerusalém com doze anos de idade.· Ele só teve privilégios na vida. Ele esbanjou suas oportunidades. Ele desperdiçou todas as coisas boas que Deus estava lhe dando desde cedo na vida.
3. Ele teve o reinado mais longo de Judá – v. 1· Ele teve muito tempo para andar com Deus, para fazer o que era certo e para arrepender-se dos seus pecados.· Ele governou 55 anos e nesse tempo ele fez o que era mau perante o Senhor.· Ele entupiu Jerusalém e a Casa de Deus de idolatria e se prostrou em altares de estranhos deuses, provocando o Senhor à ira.
4. Ele teve a advertência de Deus – v. 10· Deus não o deixou errar sem advertência. Deus o alertou, o corrigiu.· Enviou-lhe profetas, mas ele e o povo não quiseram ouvir a voz de Deus. Fecharam o coração. Endureceram a cerviz. Taparam os ouvidos à Palavra e à voz da consciência.
II. OS PECADOS DE MANASSÉS
1. Ele liderou o povo a pecar contra Deus - v. 2,9
Manassés foi um líder mau. Ele usou sua influência para desviar as pessoas de Deus.· Ele levou sua nação a fazer coisas piores do que as nações pagãs (v. 9).· Ele tornou a edificar os altos, liderou o povo na adoração de Baal.· Ele se prostrou diante de todo o exército dos céus (v. 3). Ele adorava as estrelas. Ele tornou-se um viciado em astrologia.· Ele tornou-se um místico inveterado. Tornou-se um apóstata, um náufrago na fé.
2. Manassés profanou a Casa de Deus – v. 4,5,7· Ele fez pior que Acaz que fechou a casa de Deus.· Ele introduziu ídolos abomináveis dentro da Casa de Deus.· Ele profanou a Casa de Deus. Ele insultou a santidade de Deus e do culto.
3. Ele se tornou um feiticeiro inveterado – v. 6
A feitiçaria de Manassés chegou a ponto dele sacrificar seus próprios filhos a Moloque.· Ele era adivinho. Era agoureiro. Praticava feitiçaria. Tratava com necromantes. Ele consultava os mortos. Ele era feiticeiro, espírita, pai de santo. Ele provocava o Senhor à ira.· Há muitas pessoas mergulhadas até o pescoço com feitiçaria, com espiritismo, com astrologia, com consulta aos mortos, com misticismo pagão.
4. Ele derramou muito sangue inocente – 2 Rs 21.16· Ele matou seus próprios filhos. Matou filhos de outras pessoas.· Ele mandou cerrar ao meio o profeta Isaías.· Flávio Josefo diz que todos os dias se sacrificavam pessoas em Jerusalém a mando de Manassés.· Ele era um homem mau, virulento, truculento, assassino e sanguinário.
III. O JUÍZO DE DEUS SOBRE MANASSÉS
1. A prisão de Manassés – v. 11· Quem não escuta a voz da Palavra, escuta a voz da chibata.· Quem não atende a voz do amor, é arrastado pela dor.· O rei da Assíria prende Manassés com ganchos, amarra-o com cadeias e o leva cativo para a Babilônia.
2. A humilhação de Manassés – v. 11,12· Manassés desceu ao fundo do poço. Ele é arrancado do trono, de Jerusalém.· É levado como um bicho, com canga no pescoço, em anzóis em sua boca e jogado numa prisão.· Ele é levado para a Babilônia, o centro da feitiçaria do mundo. Os ídolos da Babilônia que ele adorava não puderam livrá-lo.
3. A angústia de Manassés – v. 12· O pecado não compensa. Quem zomba do pecado é louco.· O homem será apanhado pelas próprias cordas do seu pecado. Manassés está cativo, algemado, angustiado.· Quem não escuta a voz, escuta a vara.
IV. A CONVERSÃO DE MANASSÉS
1. A humilhação de Manassés – v. 12· A conversão começa com o arrependimento, com a tristeza pelo pecado, com a consciência de que temos feito o que é mau perante o Senhor.· Manassés muito se humilhou perante Deus. Ele caiu em si. Ele reconheceu seu erro. Ele não se justificou, nem endureceu seu coração. Ele se curvou, se humilhou. Arrependeu-se.
2. A oração de Manassés – v. 13Manassés vivera toda a sua vida invocando os mortos, adorando os ídolos, levantando altares aos deuses pagãos.· Mas, agora, na hora do aperto, ele ora ao Deus do céu e este atende ao seu clamor.· Clame por Deus. Grite por socorro. Levante a sua voz. Ainda há esperança para a sua alma.
3. A salvação de Manassés – v. 13Quando Manassés voltou-se para Deus, Deus voltou-se para ele. Restaurou sua vida, seu reino, sua alma.· Manassés, então reconheceu que o Senhor é Deus. Deus o aceitou. Deus o restaurou. Deus o levantou. Deus restituiu o seu reino.
4. As provas do arrependimento de Manassés – v. 13-16
a) Aceitação – (v. 13) –· Os ouvidos de Deus estão abertos, suas mãos estão estendidas para você.· O Pai está pronto a receber o pródigo de volta e fazer uma festa.Não importa quão longe você tenha ido e quando profundo o poço que você tenha caído, Deus está pronto a perdoar você e aceitar você de volta para ele.
b) Iluminação – (v. 13) - “Então reconheceu Manassés que o Senhor era Deus”.· Deus pode abrir os olhos da sua alma nesta noite.Ele pode abrir seu coração para crer.Ele pode tirar a cortina dos seus olhos.Ele pode dar a você entendimento espiritual.Ele pode revelar a você a glória do seu Filho Jesus Cristo.
c) Reforma – (v. 15) – Manassés fez uma faxina na Casa de Deus e na sua vida.Ele tirou toda a abominação que ele mesmo tinha colocado na Casa de Deus.Arrependimento implica em mudança.d) Consagração – (v. 16) – Manassés não apenas tirou o que estava errado, mas restaurou o altar do Senhor.Ele começou a buscar a Deus novamente.Ele se voltou para Deus de todo o seu coração.Ele foi convertido a Deus e passou a consagrar-se a Deus, liderando sua nação a voltar-se para o Senhor.
CONCLUSÃOVamos ver algumas lições:
1) A piedade dos pais não é garantia que os filhos vão andar com Deus;
2) A vida longa não é segurança do favor de Deus;
3) Não há grau de impiedade que esteja além do alcance da graça de Deus e do perdão de Deus;
4) Não espere uma tragédia em sua vida para você voltar-se para Deus.
5) O pecado é algo que Deus abomina e jamais ficará sem julgamento;
6) Hoje é o dia de você voltar-se para Deus de todo o seu coração;
7) Se você voltar-se para ele nesta noite, agora mesmo, ele ouvirá seu clamor e restaurará a sua alma, dando-lhe a salvação!


FONTE: Rev. Hernandes Dias Lopes

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